terça-feira, 29 de setembro de 2009

Menor de 14 tem quantos anos?

Do episódio da filha do ex-titular do comando do policiamneto de Aracaju, Maurício Yunes: a menina tem 14 anos e teria se envolvido com um rapaz de 20. Muitos veículos usaram o termo menor de 14 anos que acabou se tornando ambíguo. Afinal se ela é menor de 14 anos, quantos anos ela poderia ter? 12, 13? Que tal a adolescente de 14 anos?

Aqui onde???

É divertido acompanhar como alguns colegas de rádio, às vezes se empolgam demais e simplesmente esquecem que estão num veículo sem imagem. Dias desses, estava o repórter narrando uma manifestação de moradores do município de Nossa Senhora do Socorro contra as novas medidas adotadas pela SMTT em relação aos terminais da cidade. "aqui, eles começaram a fazer manifestação....aqui a situação esta muito ruim...." Eis que interveio o apresentador com anos de estrada e perguntou: aqui onde meu filho????Onde você está??? Ou seja: até aquele momento, apresentador e ouvintes estavam perdidos em relação à notícia!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Acom Comunicação S.A. compra LIG TV em Aracaju

A LIG vendeu no último dia 21, a operação do MMDS em Aracaju Teleserv S.A. e MCL Cabo. A Acom Comunicações S.A. e sua coligada ACOMTV S.A. já oferecem serviços de TV por Assinatura e Internet Banda Larga nas 11 cidades em que atua. No Nordeste a Acom oferece tecnologia e infra-estrutura em cinco capitais – São Luis, Teresina, Natal, João Pessoa e Maceió. A Acom Comunicações S.A., detentora da marca JET, é uma empresa pertencente ao Grupo SGC, um dos principais grupos de Portugal.


domingo, 20 de setembro de 2009

"A dor e a delícia de ser o que é"


Num final de semana recheado de atividades que foram de um campeonato de judô a uma missa de eucaristia, não foi difícil garantir um olhar mais distante e perceber que a intolerância não é mais pano de fundo nas relações entre as crianças nas escolas. Hoje ela é vista em primeiríssimo plano. Longe de ser saudosista e dizer que na minha época de criança e adolescente, apelidos, agressões e xingamentos não existiam. Mas fora das discussões acadêmicas e dos estudos de psicologia e psiquiatria, o comportamento agressivo de meninos e meninas há uns 30, 40 anos não costumava passar da sala de casa. As coisas eram resolvidas ali mesmo, na rua ou na porta da escola (quem brigasse de uniforme era suspenso, por isso era comum haver brigas na saída). Meninos e meninas cresceram com apelidos horríveis que fizeram um monte de gente viver traumas insuperáveis para o resto da vida. A escola nunca foi chamada a pensar e os pais pior ainda! Mas hoje, não! Tudo se volta aos estudos e as teses sobre o comportamento maldoso de certas crianças. Vi numa disputa entre duas meninas no judô, o comportamento de um pai e de uma mãe que sinceramente me assustou. Os dois gesticulavam aos gritos e com palavras fortes, tentavam fazer a filha, de pouco mais de 8 anos, derrubar a adversária. Parecia rinha de galo! Fiquei assustada. Não era nada de incentivo, eram coisas do tipo: acaba com ela! Derruba! Não deixa ela ganhar! Pense na medalha! o absurdo foi tão grande que a aluna foi chamada a atenção. Enquanto isso eu trocava idéias com a mãe de um amigo de meu filho. Dizia ela que estava com problemas porque o menino, já tinha recebido apelidos por causa do tamanho da testa e dos óculos. Eu cá, me queixava dos apelidos que o meu teimava em não ouvir por estar acima do peso. E fico pensando que tipo de educação certas crianças recebem em casa quando reproduzem determinados comportamentos. Como consolar um terceiro lugar se é do primeiro o maior e melhor prêmio? Fiquei ali, encostada na parede com aquela mãe que se consolava com uma futura cirugia de miopia para o filho. Mas do jeito que a coisa vai, logo, logo, arranjam outro apelido bem cruel para ele!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Igreja demais?????

O diretor de rede do SBT, Guilherme Stoliar, foi ontem a Brasília para reclamar ao ministro das Comunicações, Hélio Costa, do avanço das igrejas, principalmente as evangélicas, sobre a programação das TVs. A informação é da coluna Outro Canal, assinada por Daniel Castro na Folha desta terça-feira (15). De acordo com informações da coluna, Stoliar levou ao ministro um levantamento de todas as emissoras compradas ou arrendadas pelas igrejas recentemente e quer saber do Ministério se é legal ou ilegal o arrendamento de programações, parcial ou totalmente, por igrejas.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Queda do diploma e os efeitos II

Aliás, aqui em Aracaju, algumas turmas do curso de Jornalismo da Universidade Tiradentes já perderam muitos alunos. Bancados pelos pais, muitas vezes eles ficam num beco sem saída diante dos argumentos para pular do navio. Dias desses, conversei com uma ex- aluna do curso de Jornalismo que foi convidada pela mãe a mudar de área. Lamentosa, a menina passou para o Direito e perdeu a chance de realizar o grande sonho dela que era de ser jornalista. Mas cá entre nós, que mãe quer ver seus filhos gastando tempo e dinheiro num curso cujo diploma não vai servir para nada? Pode até não ter talento para as leis, mas que vai ser 'doutora', vai!!!!

Queda do diploma e os efeitos I

Assim que o Supremo Tribunal Federal anunciou a extinção do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão, o que se vê é uma debandada das salas de aula. A Facamp (Faculdades de Campinas), do interior de São Paulo, acabou com o curso de Jornalismo oferecido desde 2002 pela instituição. A faculdade alegou que não havia mais justificativa para manter um curso assim

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Sol à noite!!!!!!!!!

De uma previsão de tempo sobre a capital e interior: deve chover durante toda a semana, mas hoje faz sol só durante o dia. Ué!!!! e vai fazer sol à noite??????
O homem é universal fisiologicamente
Psicologicamente é regional.

Câmara Cascudo

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Filé sem tempero vira sola de sapato

Conheci esse texto de Paulo José Cunha em 2003, quando foi publicado originalmente no Jornal A Tarde, Bahia, no suplemento Revista da TV. Fiquei apaixonada pelas palavras e pela analogia e tenho comigo até hoje. E na televisão, cuidados devem ser redobrados. É preciso atrair pelo texto também. Se palavras não fossem tão importantes, não precisaríamos de repórteres. Só teríamos cinegrafistas!

Um bom cozinheiro, mesmo apressado, é capaz de fazer um trivial variado com os poucos recursos de que disponha. Mesmo assim deixará no semblante dos comensais aquele ar de beatitude comum a quem consome uma refeição, no mínimo, honesta. Um bom cozinheiro sabe que, se dispuser de mais tempo e mais recursos, será capaz de produzir uma refeição ainda mais apetitosa, variada, surpreendente. Mas, em momento algum, um bom cozinheiro culpará a pressa pela sensaboria do prato, pela falta de graça da salada, por ter transformado um filé mignon numa sola de sapato.
Da mesma forma, a pressa das redações não justifica a vulgaridade nem a falta de tempero dos textos jornalísticos. Até porque, se todos trabalham na pressão do tempo, por que diabos alguns conseguem produzir textos corretos e bem dosados de criatividade e harmonia, e outros – a maioria – servem ao indefeso telespectador um texto frio e seco, sem sal nem outro tempero capaz de torná-lo um pouco mais atraente?
O texto de boa parte do telejornalismo que a gente tem ouvido por aí é tão burocrático, frio e coalhado de lugares-comuns que a gente até desconfia que os autores querem punir duramente o pobre do telespectador. Mas, que diabo, até que ele tem feito sua parte: todo dia o telespectador compra a lourinha anunciada nos intervalos comerciais, mesmo sabendo que nunca ela vem acompanhada da lourona arrepiante do anúncio; todo dia, no mesmo horário, está ali, sentadinho e atento ao que os repórteres e apresentadores vão dizer; e, quando pode, o telespectador até pede autógrafos aos seus repórteres e apresentadores preferidos. Então, pelos santos óleos, pelas cinco chagas de Cristo, por tudo quanto é sagrado – que crime o desgraçado da poltrona cometeu para merecer tratamento tão desumano?
Televisão é um troço feito com palavras. Isso mesmo: palavras. As imagens são adicionais e, em grande parte das produções, apenas ilustrativas. Televisão devia até se chamar teleaudiovisão, porque a palavra vem em primeiro lugar na tarefa de transmitir informação. Costumo fazer com meus alunos um teste simples. Divido a turma em dois grupos. Submeto a um deles um telejornal mostrando só o vídeo. Ao outro, só mostro o áudio. No fim da experiência, o grupo que só ouviu terá captado de 80% a 90% do conteúdo, enquanto o que só viu as imagens ficou chupando o dedo, e meio desconfiado de que alguma coisa anda acontecendo pros lados de Bagdá.
Telespectador, esse ingrato
Ora, se o texto é assim tão importante, deveria merecer tratamento compatível, para que esta refeição diária do telespectador não se transforme num martírio. Uma das mais freqüentes queixas dos presidiários é quanto à má qualidade da comida das prisões que, de tão intragável, transforma-se em pena adicional. De certa forma, nosso telespectador vem sendo forçado a engolir uns bifes que provocariam rebelião em Bangu 1.
Nas conversas com os colegas igualmente preocupados com o problema, tenho identificado algumas explicações comuns para essa queda na qualidade dos textos. A primeira é que as redações, por economia, estão cheias de repórteres bonitinhos e bonitinhas, mas sempre muito jovens e, portanto, sem muita familiaridade com a língua e suas nuances. Faltam mais p. velhas, referências fundamentais para os novatos. Em segundo lugar, aponta-se a decadência da qualidade das escolas de ensino básico e médio, onde se deveria aprender a escrever. Lá pelo fim, alguém se lembra de falar que as faculdades de Comunicação, de maneira geral, não se preocupam muito com a questão do texto, por entender que esta etapa do aprendizado não lhes cabe por serem obrigadas a oferecer outros conteúdos tão ou mais importantes. Não fico com uma nem outra explicação. Se juntar tudo isso e mais um certo pacto da mediocridade – você finge que escreve direito e eu finjo que acredito – e a gente chega perto da verdade.
O certo é que o texto telejornalístico, salvo exceções muito bem-vindas, é quase sempre um desfilar de fórmulas que, de tão repetidas, parecem comida requentada. Pegue um papel e uma caneta e anote, só na edição de hoje do seu telejornal preferido, quantas vezes você ouviu expressões como "vale a pena conferir" ou "para se ter uma idéia". Sem falar na estrutura das matérias, que parece saída de uma linha de montagem. Pouca gente ousa, pouca gente arrisca, pouca gente erra. Nem que seja para melhor. Como o caminho cheio de marcas de pneus é mais cômodo e seguro, ninguém inventa outro. Entrar no mato, então, pra ver se acha alguma coisa diferente, uma bela cachoeira, nem pensar. Melhor ficar no banho de chuveiro mesmo.
E ainda tem gente que reclama quando a audiência dos telejornais começa a cair. Só pode ser culpa dos telespectadores, esses ingratos.