segunda-feira, 27 de abril de 2009

Só brinca de quebra-cabeça quem sabe montar!

A previsão é que a falta de intimidade com a língua pode gerar chuvas e trovões no decorrer do período. Nas informações da segunda-feira, o repórter, justificando-se por ter dito que o final de semana seria de chuva e depois ter visto um sol maravilhoso no sábado e domingo, apressou-se na explicação: ...retornou hoje as nuvens que foram vistas na sexta-feira...
Se não sabe montar, não brinque de quebra-cabeça. Ponha o verbo no lugar dele e não invente moda! ...retornaram hoje as nuvens que foram vistas na sexta-feira... ou ......as nuvens que foram vistas na sexta-feira retornaram hoje...

sexta-feira, 24 de abril de 2009

A mesma, o mesmo, as mesmas, os mesmos!!!!!

Costume de casa se leva a praça, dizem os mais velhos. Longe de condenar a lígua falada, que tem um poder de transformação sensacional, fico só me perguntando se as pessoas que usam determinados termos, têm a noção da diferença que eles tomam na língua padrão escrita. Assistindo a um dos telejornais locais, eis que me deparo com um guarda de trânsito que cuidava de uma ocorrência em que uma jovem de 17 anos tinha sido atropelada. Dizia o agente: ...o condutor permaneceu no local, já que o mesmo queria esclarecer os fatos, mas como familiares da vítima estavam nervosos, mantive o mesmo na viatura para que as mesmas não o agredissem...Como diz uma pessoa que conheço: E foi seu guarda???

Caiu a concordância!

Manchete de um jornal impresso local: CAI PREÇOS DE ELETRODOMÉSTICOS. Mais uma vez a gente percebe que quem não tem tanta intimidade com a língua portuguesa acaba sendo traído pela ordem inversa das frases. Se usar a ordem direta facilita a vida, por que não usá-la? Basta trocar e acertar. PREÇOS DE ELETRODOMÉSTICOS CAEM ou CAEM PREÇOS DE ELETRODOMÉSTICOS, um dos dois.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Programa do SBT na BA volta ao ar com proposta de mudanças


Na última quarta-feira (15), o juiz da 4ª Vara Cível de Salvador, Manuel Bahia, determinou a retirada do ar da atração "Na Mira", transmitida pela TV Aratu, afiliada do SBT na Bahia. A decisão acatava pedido formulado pelo Ministério Público (MP-BA), que investigou o programa por uso excessivo de violência e palavras de baixo calão contra pessoas condenadas ou indiciadas por crimes no estado. No entanto, na última sexta (17), foi firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no qual ficou acertada a suspensão da liminar, mediante critérios estabelecidos para adequação do conteúdo exibido pela atração. A TV Aratu classifica o "Na Mira" como um programa "jornalístico baseado em matérias exclusivas, mostrando matérias de violência, segurança pública, sempre mantendo a credibilidade". A emissora ainda ressalta que a linha editorial da atração prima pela linha popular, para se aproximar da "realidade das ruas de Salvador".

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Há coisas que não se perdem na história



A postagem é uma reprodução do blog do companheiro jornalista Cristian Góes na Infonet. O texto foi transcrito na íntegra.

O blog hoje publica um material de pesquisa interessantíssimo que foi postado no blog BrHistória, da jornalista Cristiane Costa. Dia1o de abril, fez 45 anos do golpe militar de 1964, um dos mais violentos e sanguinários da história da América do Sul. A grande mídia, além festejar o golpe ainda é parceira direta nas torturas e mortes e no pior dos crimes: o ataque à informação e a memória.Pois bem, a colega Cristiane Costa conseguiu trechos dos “grandes” jornais brasileiros nos primeiros dias de golpe militar no Brasil. É uma leitura obrigatória e uma reflexão necessária porque, apesar dos 45 anos do golpe militar, uma ditadura ainda não foi superada: a da mídia, cada vez mais forte, ampla, concentrada e arredia a qualquer debate sobre as comunicações no Brasil.

Como dizíamos, no editorial de anteontem, a legalidade não poderia ter a garantia da subversão, a ancora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade não seria legítimo admitir o assassínio das instituições, como se vinha fazendo, diante da Nação horrorizada ...(O Globo - Rio de Janeiro - 4 de Abril de 1964)

Multidões em júbilo na Praça da Liberdade. Ovacionados o governador do estado e chefes militares. O ponto culminante das comemorações que ontem fizeram em Belo Horizonte, pela vitória do movimento pela paz e pela democracia foi, sem dúvida, a concentração popular defronte ao Palácio da Liberdade. Toda área localizada em frente à sede do governo mineiro foi totalmente tomada por enorme multidão, que ali acorreu para festejar o êxito da campanha deflagrada em Minas (...), formando uma das maiores massas humanas já vistas na cidade(O Estado de Minas - Belo Horizonte - 2 de abril de 1964)

Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares que os protegeram de seus inimigosEste não foi um movimento partidário. Dele participaram todos os setores conscientes da vida política brasileira, pois a ninguém escapava o significado das manobras presidenciais(O Globo - Rio de Janeiro - 2 de abril de 1964)

A população de Copacabana saiu às ruas, em verdadeiro carnaval, saudando as tropas do Exército. Chuvas de papéis picados caíam das janelas dos edifícios enquanto o povo dava vazão, nas ruas, ao seu contentamento(O Dia - Rio de Janeiro - 2 de abril de 1964)

Escorraçado, amordaçado e acovardado, deixou o poder como imperativo de legítima vontade popular o Sr João Belchior Marques Goulart, infame líder dos comuno-carreiristas-negocistas-sindicalistas. Um dos maiores gatunos que a história brasileira já registrou., o Sr João Goulart passa outra vez à história, agora também como um dos grandes covardes que ela já conheceu.(Tribuna da Imprensa - Rio de Janeiro - 2 de abril de 1964)A paz alcançada. A vitória da causa democrática abre o País a perspectiva de trabalhar em paz e de vencer as graves dificuldades atuais. Não se pode, evidentemente, aceitar que essa perspectiva seja toldada, que os ânimos sejam postos a fogo. Assim o querem as Forças Armadas, assim o quer o povo brasileiro e assim deverá ser, pelo bem do Brasil(Editorial de O Povo - Fortaleza - 3 de abril de 1964)

Desde ontem se instalou no País a verdadeira legalidade ... Legalidade que o caudilho não quis preservar, violando-a no que de mais fundamental ela tem: a disciplina e a hierarquia militares. A legalidade está conosco e não com o caudilho aliado dos comunistas(Editorial do Jornal do Brasil - Rio de Janeiro - 1º de abril de 1964)

Milhares de pessoas compareceram, ontem, às solenidades que marcaram a posse do marechal Humberto Castelo Branco na Presidência da República ...O ato de posse do presidente Castelo Branco revestiu-se do mais alto sentido democrático, tal o apoio que obteve(Correio Braziliense - Brasília - 16 de abril de 1964)

Vibrante manifestação sem precedentes na história de Santa Maria para homenagear as Forças Armadas. Cinquenta mil pessoas na Marcha Cívica do Agradecimento(A Razão - Santa Maria [RS] - 17 de abril de 1964)

Vive o País, há nove anos, um desses períodos férteis em programas e inspirações, graças à transposição do desejo para a vontade de crescer e afirmar-se. Negue-se tudo a essa revolução brasileira, menos que ela não moveu o País, com o apoio de todas as classes representativas, numa direção que já a destaca entre as nações com parcela maior de responsabilidades.(Editorial do Jornal do Brasil - Rio de Janeiro - 31 de março de 1973)

Golpe? É crime só punível pela deposição pura e simples do Presidente. Atentar contra a Federação é crime de lesa-pátria. Aqui acusamos o Sr. João Goulart de crime de lesa-pátria. Jogou-nos na luta fratricida, desordem social e corrupção generalizada.(Jornal do Brasil, edição de 1 de abril de 1964.)

Participamos da Revolução de 1964 identificados com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada. (Editorial do jornalista Roberto Marinho, publicado no jornal O Globo, edição de 7 de outubro de 1984, sob o título: "Julgamento da Revolução").

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Verbo manter

A notícia foi da agência Reuters e reproduzida por alguns sites. Não consegui encontrar o texto original mas o que importa mesmo é o uso do verbo manter. A manchete fala sobre a queda do dólar. O texto é o seguinte: Se manter essa tendência esta será a sexta baixa em sete sessões. O verbo manter segue a conjugação do verbo ter. O tempo é o Imperfeito do Subjuntivo. Se eu mantivesse, se tu mantivesses, se ele mantivesse , se nós mantivéssemos, se vós mantivésseis, se eles mantivessem. No caso do texto a intenção é dizer que se a cotação se mantivesse com tendência de queda, seria a sexta baixa. Então o texto seria o seguinte:

Se se mantiver essa tendência, esta será a sexta baixa em sete sessões ou se for mantida essa tendência, esta será a sexta baixa em sete sessões.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Homenagens ao dia do jornalista

A Câmara de Vereadores de Aracaju homenageou vários jornalistas em sessão especial pela passagem do dia do profissional comemorado no dia 07 de abril. A iniciativa foi do vereador Elber Batalha. O presidente do sindicato da categoria, George Washington, falou em nome dos jornalistas convidados e mostrou a preocupação pela iniciativa do Sindicato das Empresas de Comunicação de São Paulo em brigar pela derrubada do diploma do profissional. A questão está sendo analisada pelo Supremo Tribunal Federal. Os parlamentares comprometeram-se em aprovar uma moção de repúdio pela medida e no dia 13 de junho, num encontro estadual de vereadores sergipanos, haverá nova discussão sobre o tema com participação do presidente do Sindijor-SE.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Redundância ao vivo

Reportagem sobre assalto a várias lojas no centro de Aracaju e eis que o repórter fala do prejuízo das vítimas da ação dos assaltantes:..."o prejuízo individual de cada um chega a dois mil reais". Ao vivo, eu costumo dizer, perdoa-se quase tudo, mas muitas vezes a gente erra por pura falta de atenção. O certo seria: ...o prejuízo de cada um foi de dois mil reais ou o prejuízo individual foi de dois mil reais.