terça-feira, 31 de março de 2009

É só trocar que dá certo!

Um site publica: " ...Cresce depósitos em poupança em Sergipe"
É sempre assim quando não se tem intimidade com a Língua Portuguesa, é só colocar a ordem indireta que a coisa desanda. Na hora de usar o verbo, quem escreveu esqueceu da concordância com a palavra depósitos. Já na matéria, quando a frase ganha a ordem direta, não houve dúvidas: depósitos em poupança na economia sergipana totalizaram R$ 2,04 bilhões de reais. Depósitos crescem...Crescem depósitos, simples assim!

Perguntar não ofende!

Tudo tranquilo agora com a prisão de Adriano de Jesus Santos, de 26 anos. A apresentação do preso foi festejada pela polícia e alardeada pela imprensa. Só que agora fica a dúvida: Smilingüidos, flores e letrinhas redondas faziam parte da primeira carta creditada ao bandido Adrianinho, preso em Xorroxó, no sertão do estado da Bahia. Na carta Adriano ameaçava de morte algumas pessoas. Veio o desmentido da primeira com uma segunda carta, esta sim escrita por ele. Uma boa investigação poderia levar agora a polícia a encontrar o outro bandido: aquele que escreveu as ameaças e se fez passar por Adriano. Lida no programa Na boca do Povo da Rádio Capital do Agreste de Itabaiana, a tal carta fez o município de Itabaiana tremer e as autoridades ameaçadas muito mais! Cabe agora a pergunta: onde fica a responsabilidade de cada um nessa história? Um simples exame grafológico(coisa simples nos dias atuais) poderia encerrar essa história meio torta. O documento foi entregue por um moto-taxista usando colete vermelho e capacete, o que dificultou sua identificação, que disse ter recebido R$ 5,00 para fazer a entrega.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Falar a verdade causa demissão em Minas Gerais!

Derrota do América em casa derruba editor

Quem é do ramo do esporte, mais precisamente da área do futebol, sabe que tem coisa que só acontece com o América.
Esta máxima foi reforçada agora pelo episódio vivido pelo jornalista Rodrigo Rodrigues, editor de Esportes do jornal O Tempo, que foi arbitrária e sumariamente demitido por causa de um título sobre uma matéria que contava a despedida do Coelho da Copa do Brasil, por perder de 1 a 0, no Mineirão, para o paraense Águia de Marabá.
Quinta-feira, 19 de março, aproximadamente 22h15. "Não ‘carregue’ no título do América, para evitarmos problemas amanhã. "Em função do que aconteceu ontem, vou ter que dispensá-lo. Eu recebi uma determinação expressa da secretária de redação para não ‘carregar’ no título do América, transmiti a ordem e você a descumpriu. Por isso, você está sendo demitido: por ter descumprido uma ordem minha, que sou seu superior hierárquico", justificou o claudicante.
Questionei onde estava o erro da informação. "O erro foi o seguinte: quem perde de 1 a 0 não foi humilhado, ainda mais que o time teve chances de fazer gols, colocou duas bolas na trave e qualquer um poderia ter vencido Além disso, se o resultado foi considerado normal, porque a torcida estava tão revoltada após o jogo, querendo a "cabeça" dos sete presidentes do clube e do treinador? Por que o técnico do time entregou o cargo depois da partida, diante de um resultado tão normal? Antes que eu responda, peço licença para ir ao banheiro vomitar.
Ah, já ia me esquecendo do principal. Sabem qual foi o título? "AMÉRICA É HUMILHADO PELO INEXPRESSIVO ÁGUIA MARABÁ"
Sabem como estou (além de desempregado….rs…..)? Feliz "pra" c... Tive o maior prazer em contar ao meu filho, meus pais e minha esposa que fui demitido porque feri interesses escusos. Contudo, não contrariei minha formação profissional e, sobretudo, meus princípios.
Sabem o que eu sou? Desobediente, sim, sempre. Desonesto, não, nunca. Espero que tenham gostado…kkkkkkkkkkkkk
Abraços
Rodrigo Rodrigues, JORNALISTA, Belo Horizonte.
Obs.Este relato de Rodrigo está circulando entre amigos e colegas na internet e é publicado no site do Sindicato com a sua autorização.
Obs2., deste blog: O nome do responsável pela demissão do jornalista do jornal "O Tempo" é Teodomiro Braga, premiadíssimo repórter, membro do Conselho de Administração do América e autor do livro "Sonhador que faz", uma entrevista com José Serra.

PARA ENTENDER A INTERNET


A Secretaria de Comunicação do governo de Sergipe, através do projeto Mídia Jovem está disponibilizando endereços interessantes para quem quer ter mais contato com os caminhos da democratização da informação via internet. Um livro 100% Web, integralmente disponibilizado em PDF e também por um site para leitores debaterem e conversarem entre si e com os autores sobre assuntos de interesse comum. O livro é uma coletânea e se chama Para entender a internet - Noções, práticas e desafios da comunicação em rede. Endereço para baixar o livro grátis: paraentenderainternet.blogspot.com

quarta-feira, 25 de março de 2009

Expectativa para o Jornalismo Brasileiro

A pauta do 01/04 do Supremo Tribunal Federal (STF) tem dois assuntos que vão entrar para a história do jornalismo brasileiro: o julgamento da ação do PDT que pede a revogação da Lei de Imprensa e da ação do Ministério Público Federal, que pede a extinção da obrigatoriedade do diploma de jornalistas. Relator do processo da Lei de Imprensa, o ministro Carlos Ayres Britto pediu em 18/02 prorrogação de 30 dias da liminar que suspende 22 dispositivos dos 77 da lei. Os artigos da lei, datada de 1967, foram suspensos em fevereiro do ano passado. Menos de uma semana depois, os dez ministros do STF votaram pela manutenção da liminar concedida por Ayres Britto. Em 04/09, eles decidiram prorrogar por mais seis meses a suspenção de parte dos artigos. “Eu tinha seis meses para trazer o voto de mérito, não consegui. Estou pedindo prorrogação por igual período”, justificou o relator da matéria, ministro Carlos Ayres Britto, na época.Desde o ano passado, juízes têm tomado decisões baseados nos códigos Penal e Cível, para o julgamento de casos que não podem ser decididos com base nos dispositivos suspensos. "Não há Lei de Imprensa possível"Miro Teixeira está confiante na revogação total da lei. “Minha expectativa é ganhar. Eu tenho muita esperança de fazer prevalecer o que está garantido na Constituição. Não há Lei de Imprensa possível. As indenizações, por exemplo, não podem ter caráter punitivo na mesma linha, tampouco intimidatória. Elas servem para quem viola direitos da personalidade, como a vida privada. Entendemos que os fatos de interesse do povo tenham que ser noticidados. Às vezes são cometidos erros, que poderão ser corrigidos em qualquer momento. Erros acontecem até em decisões judiciais”, disse o deputado do PDT, quem apresendou a ação no STF. Presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Sérgio Murillo de Andrade acredita que o STF vai revogar alguns dispositivos dos artigos “abertamento inconstitucionais”, mas deve manter os demais até que o Congresso Nacional vote uma nova Lei de Imprensa, que, segundo ele, é uma dívida que deputados e senadores têm com a sociedade. “Uma dívida de votar um texto democrático”, diz ele. Para Murillo, os códigos Penal e Civil são insuficientes e não específicos para casos que envolvam imprensa. “É muito melhor que haja lei específica. O direito de resposta no Código Civil é uma peça de ficção. Obrigatoriedade do diplomaOs ministros do STF também julgam a questão do diploma, cujo relator é o presidente do Supremo, Gilmar Mendes. Desde novembro de 2006, profissionais que já atuam na área mas não têm diploma podem exercer o jornalismo. “Sou a favor do diploma. As profissões evoluem. Antigamente a Advocacia não exigia diploma. As escolas de medicina surgiram a partir de um certo momento de desenvolvimento da humanidade. A atividade jornalística, que tem repercussão pública, precisa conter exigências maiores. Mas também quero continuar a ver o dr. Dráuzio Varella comentando saúde na TV, ver o Oscar [Schmidit] comentando basquete. Tem que existir a compreensão de que o cidadão tem que ser atendido nesta relação que se estabelece no ambiente do direito”. “Se o STF fizer um juglamento rigorosamente técnico, não tem como não acompanhar a decisão dos tribunais inferiores, que sempre foram a favor da manutenção do diploma. Se prevalecerem outras motivações e interesses, aí de fato se corre risco. Não acredito que o STF faça isso”, finaliza Murillo. Leia também:STF deve julgar suspensão da Lei de Imprensa em 30 dias STF: julgamentos do diploma e da Lei de Imprensa ficam para o ano que vem
Fonte: Portal Comunique-se

segunda-feira, 23 de março de 2009

Essa foi de doer!!!!!!!

Não costumo usar postagem de outros sites ou blogs mas desta vez não resisti. No Espírito Santo, alunos erram feio no português no texto da faixa contra aumento de carga horária
A manifestação foi em frente ao Ministério Público Federal em Vila Velha. 'Porque almentar a carga horária??', aumentar aparece com a letra L no lugar do U e 'por que' deveria ter sido escrito separado, além de ter faltado acento na palavra 'horária'.


Fonte: G1, em São Paulo, com informações da Gazeta Online. A foto é de Guido Nunes

quarta-feira, 18 de março de 2009

Sobre a morte de Clodovil Hernandez

Não aguento mais ouvir a frase: ..antes de morrer, Clodovil falava sobre a vontade de doar órgãos. Minha gente, pe-lo a-mor de Deus!!!!!!!!!! Ele não poderia falar depois de morto!!!!!!! Encurte e enxugue a frase que pode ficar linda como a vontade dele de doar órgãos. Clodovil Hernandez sempre falou do fato de ser doador de órgãos. Pronto!!!!

sábado, 14 de março de 2009

"O Sol nas bancas de Revista"

Leonardo, sujeito caladão, militante do PCB em Sergipe e apaixonado pela história dos movimentos de esquerda no Brasil me apresentou: Sol caminhando contra o vento. O documentário fala da história de um jornal alternativo produzido diariamente durante seis meses, no Rio de Janeiro, na década de 1960. É para ver tentando enxergar o que um jornal de vida tão curta pode ter feito de diferença naquele momento. Como sobreviver a uma pressão e opressão ao pensamento que queria ser livre mas esbarrava nas armas da ditadura militar. Mas como tudo que tem força e verdade, o Sol viveu, viveu pouco, mas o suficiente para mudar a vida de milhares de pessoas e marcar presença no jornalismo do Brasil. Vale a pena assistir e se deliciar com os depoimentos de gente que fez da palavra a maior arma de contestação nos anos 60.

Dois momentos muito legais: Caetano falando sobre os versos "O Sol nas bancas de revista me enche de alegria..."Ele não lembra se fez os versos em referência ao jornal! E o editor de polícia( já naquela época) "brigando" para que os repórteres não usassem termos como: viatura, camburão, genitora, decúbito dorsal e outros vícios de linguagem que se perpetuam até hoje. Bem se vê que a briga é antiga!!!!

O documentário pode ser visto no endereço: www.osolfilme.com



segunda-feira, 9 de março de 2009

A pressa é inimiga de quem não sabe


Guardo comigo há anos um texto de autoria de Paulo Cunha que escrevia para o Jornal da Tarde em que dizia que texto de televisão não é sola de sapato. E o argumento dele uso sempre que tento convencer alguém de que há outras formas de se escrever e mais: definitivamente pressa não é desculpa para um texto ruim. Fala Paulo Cunha:'' ...já pensou se ao chegar num restaurante, o garçom com o argumento do pouco tempo que tem, em vez de servir aquela tão sonhada lagosta, oferecesse ao cliente ovo frito? Ora, ora se o cozinheiro só teve pouco mais de meia hora, por que ele faria um prato refinado? Simples, porque ele tem à disposição todos os ingredientes dos quais ele precisa e sabe fazer prato simples ou refinado. E esta é exatamente a diferença entre um um bom e um mau profissional. Se ele tem conteúdo, informação, fonte e além de tudo sabe ouvir o entrevistado, é claro que o material dele será muito mais rico que o do outro. Se não, por que motivo, dois ou mais jornalistas estão no mesmo lugar, fazendo a mesma matéria, mesmo cenário, mesmos entrevistados e temos umas reportagens excelentes e outras medíocres?



quarta-feira, 4 de março de 2009

Dengue e o papel da imprensa na discussão do assunto

Boa oportunidade para jornalistas e outros profissionais interessados em discutir o assunto. A Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe promove o curso: Dengue a responsabilidade social da imprensa. O evento será no dia 06 de março e vai contar com a presença do coordenador do Núcleo de Atendimento à Imprensa do Ministério da Saúde, Rodrigo Hilário. Como debatedora teremos a nossa colega a jornalista Cássia Santana. Uma chance de discutirmos o que fazemos e como fazemos as nossas pautas, os nossos jornais e o mais importante: a nossa responsabilidade na hora de lidar com uma informação tão importante como a dengue. Estarei lá!

segunda-feira, 2 de março de 2009

Eu domicilio, tu domicilias, ele domicilia?

Em tempo de dengue, vários especialistas se desdobram para explicar o porquê de o bendito mosquitinho tem se tornado tão resistente às ações das autoridades de saúde dos estados e municípios. Dias desses, aparece uma representante da àrea e justifica o motivo pelo qual têm sido tão difícil acabar com o aedes. Disse ela: "..o risco agora é que o mosquito da dengue aprendeu a se domiciliar"Quis dizer ela que o danado virou "de casa, gente nossa,". O verbo que foi criado representa nada mais que um neologismo, tem como definição toda palavra ou expressão de criação recente. Também se considera neologismo uma nova acepção atribuída a uma palavra já existente no léxico. Está no dicionário e tem como significado fixar residência. Pois é, apesar de pouco usado, domiciliar existe sim!