domingo, 30 de novembro de 2008

Falsa manchete atrai curiosos e infesta computadores

A manchete é mais do que atraente para quem acompanha noticíarios e quer viver atualizado: "Assassino de Eloá é morto na cadeia"
A mensagem com informações do episódio que envolveu o drama da adolescente de Santo André foi enviada para milhares de emails virando um chamariz para que os computadores ficassem infestados. Bastava clicar para ver a matéria completa que certamente estamparia fotos do assassino morto na cela. O que pode deixar muita gente sem desconfiar é que creditaram o envio do email à Globo News, que diga-se de passagem, não manda mensagens com notícias para ninguém. Mais uma vez a internet sai na frente usando uma falsa notícia como golpe.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

" Vixe " que palavra estranha!!!

Não é a primeira vez que se vê em "releases"a grafia da palavra acessibilidade de maneira inadequada à linguagem padrão adotada no Brasil. Assecibilidade!!!!Acecibilidade!!!!Acessibilidade é a qualidade ou caráter do que é acessível. Foneticamente não há nada errado, já que a pronúncia das duas está correta. Mas convenhamos, basta uma rápida olhada no dicionário para ver a forma correta. Mas como diz uma amiga minha: e se a pessoa escreveu errado com a certeza de que estava no caminho certo? É, nada a fazer, então! A contribuição foi enviada pelo colega jornalista Felipe Prado.

sábado, 22 de novembro de 2008

Ilegal é o peixe ou a pesca?

Notícia de apreensão de peixe publicada no portal G1:
Em MS, 100 quilos de pescado ilegal são apreendidos.

E segue: ...Mais de cem quilos de pescado foram apreendidos pela Polícia Militar Ambiental em Mato Grosso do Sul desde o início de novembro, quando começou o período de defeso. Segundo nota do governo do estado, pelo menos nove pessoas foram presas neste mesmo período....

O ato de pescar no período é que é ilegal e não o pobre do peixe!!! Bem que poderia ser: Em MS,100 quilos de peixe pescados ilegalmente são apreendidos.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Falta de que minha filha?

Lendo o bom e velho amigo dicionário, deparo-me com a palavra infra-estrutura e o seguinte significado: "sistema de serviços públicos de uma cidade". Convencionou-se usar a palavra para definir toda e qualquer irregularidade num determinada localidade. Se não tem luz, falta infra-estrutura, se não tem água, falta infra-estrutura...Ou seja, é o conjunto pela parte, além do que muita gente não sabe exatamente o que significa o termo. O caminho poderia ser o mais claro possível. Algo do tipo: ...na comunidade tal, não há estrutura para implantação do sistema de esgotos...faltam canos, sei lá, algo assim. Não há postes ou fiação...Dias desses, a repórter pergunta a uma moradora cansada de esperar a ação do poder público para resolver a falta de luz na rua dela: ..a senhora já se queixou à prefeitura sobre a falta de infra-estrutura? A resposta veio rápido: falta de que minha filha? Isso é que dá querer enfeitar!!!!!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Pessoas infelizes assistem mais TV, diz estudo

Um estudo feito por sociólogos americanos concluiu que pessoas infelizes assistem mais televisão, enquanto pessoas que se consideram felizes lêem mais e têm vida social mais ativa.O trabalho foi publicado na edição da revista científica Social Indicators Research. Os pesquisadores, da Universidade de Maryland, na cidade de Baltimore, basearam suas conclusões em pesquisas realizadas ao longo de 30 anos nos Estados Unidos. Com base nesses estudos, eles ainda concluíram que as horas que a população passa em frente à televisão podem aumentar com a crise econômica.
Da BBC Brasil

Risco de morte ou risco de vida?

Questão levantada pelo comentário enviado ao blog: risco de vida ou risco de morte? O assunto é polêmico já que a expressão mudou de uns tempos para cá. Antigamente todo mundo falava risco de vida. Agora todo mundo fala risco de morte. Na explicação pesquisada tanto faz um como o outro. O que aconteceu é o que acontece sempre nos textos jornalísticos: a tal da moda: um começa a falar e todos falam a mesma coisa. E como sempre linguistas e gramáticos se dividem nas explicações. O risco é de morrer ou é o de arriscar a vida? Faz sentido a dúvida. Eu prefiro "risco de morrer". Resolve o assunto. Até porque ninguém vai dizer que o outro corre o risco de ficar vivo!!!

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Perguntar não ofende III

A expressão é antiga e é texto em televisão, jornal impresso, rádio e internet. Para todo mundo que morre, seja de que causa for, a expressão é sempre a mesma: ..."não resistiu aos ferimentos e veio a óbito". Há ainda a variação: ..."foi a obito" Possivelmente o termo tenha saído de boletins médicos ou policiais e tomado conta dos noticiários. Profissionais que tentam se integrar à linguagem de categorias como delegados, peritos, policiais e médicos. Mas enfim, por que gente de gerações tão diferentes tende a adotar esse tipo de linguagem?

Perguntar não ofende II

Também de um telejornal: ...a previsão para hoje é de poucas nuvens no céu...
Ué, se as nuvens não ficarem no céu, em que outro lugar elas podem ficar?

Perguntar não ofende I

Trecho de um texto de reportagem de televisão: ..."os exames servem para saber se o doente tem sífilis, hepatite ou doenças sexualmente transmissíveis...".E todas elas não são transmitidas pelo sexo?

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Televisão por assinatura em Aracaju-Sergipe

Uma boa alternativa de leitura para quem quer saber mais sobre conteúdo local na programação das televisões fechadas em Aracaju é o livro organizado por Valério Cruz Britos: Economia Política da Comunicação. O capítulo sobre TV Cidade e TV Caju é de autoria do colega jornalista Luciano Correia.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Os donos da mídia

Lista dos dez políticos com maior número de veículos no Brasil.

Antônio Martins de Bulhões - PMDB 7
José Antonio Bruno - DEM 5
Roberto Coelho - PSDB 5
José Carlos de Souza - PMDB 5
Francisco Pereira Lima - PL 5
Elcione Therezinha Barbalho - PMDB 5
Wellington Salgado de Oliveira - PMDB 5
José Agripino Maia - DEM 4
Antonio Alves da Silva -PRP 4
Roseana Sarney Murad - DEM 4

Os dados são do portal http://www.donosdamidia.com.br/

O que fazer em caso de sequestro?

Relendo aqueles famosos Manuais de Telejornalismo, eis que aparece em situação de sequestro: "O desdobramento do sequestro será acompanhado, mas não exibido antes do resgate". No caso Eloá Pimentel, em São Paulo, onde foram parar os ensinamentos das nossas "bíblias"? Para quem quer ler mais sobre o assunto, a revista Imprensa deste mês traz matéria especial sobre a cobertura da mídia no caso Eloá.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Sergipe das parabólicas

Ver todo mundo já viu. Agora veio a confirmação: Sergipe tem um alto índice de antenas parabólicas. 33% dos domicílios sergipanos tem antena. Isso supera a média do Nordeste, que é de 22%. A pesquisa foi realizada pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic). O Piauí é o campeão nacional. Não é a toa que meu pai que mora em Cedro de São João acompanhou as eleições em São Paulo e Rio de Janeiro e pouco sabia do que acontecia em Aracaju, a 100 quilometros da casa dele.

Frase

Se eu tiver que submeter meus livros à censura, prefiro deixar de escrever"
Graciliano Ramos

Coisas do cargo

O procurador geral do Estado, Marcos Povoas, disse hoje em entrevista ao radialista Gilmar Carvalho que já se acostumou a ter que ficar na linha de frente. "Quando o assunto é ruim, a culpa é da procuradoria, quando o assunto é bom, a ação foi do governo".

Nada de nomes

O Conselho Nacional de Justiça aprovou resolução determinando que os juízes não citem o nome das operações da Polícia Federal em suas decisões. O receio do CNJ é que os juízes sejam levados a tomar decisões a favor da PF por causa dos nomes das operações e de seu caráter "anti-corrupção". A resolução foi proposta pelo presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes. Ele criticou o "marketing" da PF com o nome de operações dizendo que isso poderia influenciar os juízes. Faz sentido!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Felicidade Realista - Marta Medeiros

A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.
Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.
E quanto ao amor?Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar a luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário,queremos ser felizes assim e não de outro jeito.
É o que dá ver tanta televisão.Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum.Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo,gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando,juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado.E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade. Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno.
Olhe para o relógio: hora de acordar.
É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente.
A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras,demita-se.Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz.Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormentam e provocam inquietude no nosso coração.
Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.