quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Nossa quanto tempo!!!!!

Reportagem da Agência Nordeste sobre a visita do presidente da França, Nicolas Sarkozy e a primeria-dama, Carla Bruni: ...eles deixaram a Bahia no início da noite de ontem com destino ao seu país de origem. O presidente francês saiu do Aeroporto Jorge Amado, em Ilhéus, em um helicóptero da Força Aérea Brasileira direto para o Aeroporto Internacional de Salvador, de onde iniciou a viagem de volta para casa. No aeroporto de Salvador, eles tiveram que esperar "cerca de nove minutos" para decolar.
Nossa quanto tempo de espera! Como será que eles fizeram para se livrar do tédio de esperar tanto tempo? Imagine se pegassem os aeroportos em época de caos??? Ah, e certamente alguém contou o tempo de 9 minutos, não é possível!!!!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Eram várias motos ou uma só????

Dias desses vi uma reportagem de acidente de moto nas estradas sergipanas. Dizia a matéria que estavam dois amigos numa moto e o que dirigia acabou morrendo com a colisão que envolveu ainda um carro. Mostraram a irmã da vítima chorando e todas aquelas cenas que todo mundo está acostumado a ver. E dizia o texto do repórter:..."a irmã de fulano de tal lamentou o acidente e diz que nem sabia que ele tinha saído porque ele pegou a moto "escondida". E fiquei pensando: então eram várias motos e ele pegou a que estava escondida? Ou era apenas uma moto e ele pegou sem que ninguém visse? Então a frase seria: .. ele pegou a moto escondido e não escondida!!!!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Cálculos exagerados

Tomei um susto ao ler matérias pós Natal alertando para a grande quantidade de presentes trocados no dia 26 de dezembro. Que muita gente não tem o mínimo de observação para saber o que as pessoas usam ou não eu sei. Eu mesma já ganhei cada coisa... Dizia a reportagem: ..."mais de 40% dos presentes comprados numa determinada loja são trocados todos os anos.." Vixe Maria!!! Então quer dizer que de cada 100 pessoas, 40 voltaram no dia seguinte???? É praticamente outro Natal!!!!! Alías antes do Natal, vi numa reportagem de televisão que os empregos temporários tinham aumentado 70%!!!!! Nossa Senhora, basta pensar: se a loja tem 100 empregados, ela passou a ter 170! Quase o dobro!!! E tem gente que fala em crise!!!!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Impune ou imune???


Matéria da Agência Gazeta Press usada por jornais, sites nacionais e locais destacava esta semana o Flamengo. A notícia era sobre o fato de o time tranquilizar a torcida garantindo a permanência do jogador Marcelinho Paraíba na equipe. A ameaça da saída do profissional se dava por conta de muitas negociações de jogadores nessa época. Eis que que se lê no texto original da Agência: ..."Dos grandes clubes do Rio de Janeiro, o Flamengo se mostra imune à onda de desmanche que assola o futebol carioca nesse final de temporada". Nas reportagens reproduzidas. a palavra imune foi trocada por impune. E o texto ficou assim: ...Dos grandes clubes do Rio de Janeiro, o Flamengo se mostra impune à onda de desmanche que assola o futebol carioca nesse final de temporada. Um única letra a mais trocou toda a intenção do texto. Ou seja: ..exige-se punição para um time que insiste em não liberar um jogador a exemplo do que muitos outros times fazem! Que coisa feia Flamengo!!!!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

É de deprimir mesmo!!!

Numa dessas matérias sobre depressão, situação em que casos famosos são vistos e revistos, eis que a repórter cita o humorista Chico Anysio que teve um caso de depressão por conta, segundo a reportagem, de uma paralisia facial da face!!!!!!!!! Perguntar não ofende: será que ninguém viu isso?

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

TV Atalaia vira vítima da fonte

A TV Atalaia, afiliada da Rede Record em Aracaju -Sergipe, foi vítima de uma fonte. A emissora exibiu na segunda feira, dia 15, cenas brutais de um linchamento que teria acontecido em Nossa Senhora do Socorro, região da grande Aracaju. As imagens mostravam um homem de cueca sendo espancado por moradores com pedaços de madeira. Em alguns momentos, as pessoas atiravam pedras. Por várias vezes, o homem caia e lavantava na tentativa de escapar da morte. A cena termina com o homem caído no chão e alguém ao fundo falando: chega, tá bom! Na hora da exibição, o apresentador Gilvan Fontes alertava para que as crianças fossem retiradas da sala tamanha seria a selvageria. Ainda se seguiu uma nota depois da exibição da matéria informando o estado de saúde do espancado. Eis que no dia seguinte a emissora anuncia um pedido de desculpas. Foi enganada pela fonte. O fato não aconteceu em Aracaju e sim em Belém do Pará em novembro e não em dezembro. O homem que estava internado no hospital geral de Sergipe nada tinha a ver com o caso. Foi uma pura e maldita coincidência. O caso que vitimou a TV Atalaia poderia ter acontecido com qualquer um de nós e serve acima de tudo como lição: afinal, como saber até que ponto confiar? A fonte, nesse caso pode ser exposta? Isso dá um bom debate!!!!!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Fim dos cursos de Jornalismo?????

O Ministério da Educação vai avaliar os cursos de Jornalismo e Comunicação em todo o país.
Não apenas por conta da avaliação dos padrões de ensino, mas também porque a proposta do MEC envolve a questão da obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo, bem como coloca na mesa a discussão sobre o papel da comunicação no mundo atual. Embora o ministério ainda não tenha dito claramente o que quer e como vai implementar as mudanças, é voz corrente que o ministro Fernando Haddad deseja transformar o curso de comunicação numa espécie de complemento da graduação. Os médicos, engenheiros e advogados, por exemplo, poderiam ter um diploma de comunicação cursando apenas mais dois anos. Este é o esquema que prevalece nas universidades norte-americanas, onde o jornalismo é uma especialização e não um curso completo de graduação, de quatro anos. Uma mudança como essa já está gerando uma enorme polêmica concentrada especialmente em torno da questão da obrigatoriedade do diploma de jornalista para exercer a atividade. As queixas de que a mudança baixará os padrões de qualidade na formação dos comunicadores esbarram no fato de que em vez de quatro será de seis anos o tempo mínimo para que um estudante consiga um diploma para exercer o jornalismo. Teoricamente, isso significa maiores exigências para qualificação, mas essa suposta melhoria depende do que for ensinado nos dois anos de especialização.
O texto é de Carlos Castilho

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Rádio Atalaia de Aracaju desiste de pastores evangélicos

A rádio Atalaia/AM de Aracaju- Sergipe voltará a ter jornalismo em sua programação diária. A coluna foi informada ontem que a direção da emissora decidiu desfazer o contrato que arrendava aos evangélicos as duas horas diárias usadas anteriormente pelo departamento de notícias. A decisão foi tomada porque o grupo arrendatário sublocou o horário das 6 às 9 horas para um comunicador local, que iria ancorar um programa ao estilo dos produzidos hoje por Gilmar Carvalho (FM Ilha) e Fábio Henrique (Liberdade FM). A volta do jornalismo na rádio Atalaia/AM é digna de elogios, pois durante anos o horário matinal foi muito bem produzido pelos competentes radialistas Douglas Magalhães e Fernando Dória. Ademais, não era justo trocar notícias fresquinhas por sermões de pastor.
Atenção: a notícia é do colega jornalista Adiberto Souza que tem uma coluna no portal Infonet. Adorei a informação e estou reproduzindo na íntegra. Abaixo o "Ctrl c Ctrl v" ou o "copiar colar" sem dar crédito aos autores.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Perguntar não ofende

Título de matéria: "governador destaca participação da mulher durante reunião das primeiras-damas". E primeiras-damas não são todas mulheres? Ou seria o papel da mulher dele, já que toda mulher de governador é primeira dama? Ou será que quem escreveu tentou dizer: "Durante encontro de primeiras-damas, governador destaca papel da mulher no governo, nas políticas públicas, no desenvolvimento do estado, sei lá... qualquer coisa que explique a intenção do governador. Lendo a matéria, a gente percebe que o que se quis ressaltar foi a importância da "participação da mulher como ferramenta indispensável na política"...ah, tá!

domingo, 14 de dezembro de 2008

Só notícias boas! E na TV!



Vira e mexe ouço alguém dizer que televisão só mostra miséria e que jornalista é urubu. Que tal um jornal só com notícias boas, grandes iniciativas, boas idéias geralmente vindas de personagens que sem um único centavo de governo conseguem fazer muito pelas comunidades. Lugares bonitos, curiosidades do Brasil e muito mais. A Rede TV colocou no ar o Good News, um jornal para essas pessoas que só querem ver coisas boas e positivas na TV. Nada de tiros, assaltos, bandidos, crise financeira, sequestro, incêndios, exploração sexual, desmatamento... Todo sábado, às 19h50!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Televisão é tema de redação mais uma vez

A cobertura da televisão nos casos policiais foi tema de redação na Universidade Federal de Sergipe. Esta foi a quarta vez que os veículos de comunicação viraram tema de vestibular. Os candidatos se depararam com dois tipos de texto que falavam sobre a cobertura de casos policiais em programas de televisão. Argumento 1 - Mostrar a violência é prejudicial. Argumento 2- A população tem direito de saber sobre a realidade do país. O tema da redação também tratou do papel dos jornalistas ao abordar este tipo de fato.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Comentário da colega jornalista Grace Melo sobre a postagem Sonho de Mãe

Não entendo nadica de TV, não entendo como as reportagens vão ao ar sem antes passarem pelo crivo de um editor ou algo assim. Ou será que o erro é tão comum que passa como certo?
9 de Dezembro de 2008 10:45

domingo, 7 de dezembro de 2008

Lula e a reforma ortográfica


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva falando sobre as novas mudanças na nossa língua para acadêmicos no dia em que assinou o decreto que estabelece o cronograma de implantação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa no Brasil. O texto prevê a padronização ortográfica entre os países da língua portuguesa. A solenidade de assinatura aconteceu na sede da ABL (Academia Brasileira de Letras), no Rio de Janeiro.
Observação: recebi a foto por email e não consegui os créditos do fotógrafo nem do jornal. Por enquanto fica assim.

Será que saiu no Diário Oficial?

Trecho de reportagem local no episódio de queima de drogas feita pela polícia no município de Laranjeiras: ...as drogas são "exoneradas" pela PF.. O termo usado certamente seria: "incineradas". Aliás num telejornal, com a mesma matéria, eis que surge a observação de um repórter: ...antes da incineração, foi assinado o termo para a queima das drogas... Então vem a pergunta que não quer calar: o termo poderia ser assinado depois da queima? Perdoemos, afinal só quem foi ao local sabe que aquela fumacinha deixa muita gente desorientada. Se um cigarro já faz mal, imagine 90 quilos de maconha!!!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

O sonho de toda mãe

Trecho de uma dessas matérias de cidade que a gente vê sempre em telejornais:..." como o esgoto corre a céu aberto, as crianças brincam imunes ao perigo..."Imune significa não se deixar atingir, resistente a processos infecciosos ou tóxicos. A definição do termo deixa claro que a sequência não tem coerência. Se há imunidade, não há por que temer o perigo. Se as crianças estão imunes, que ótimo!! As mamães ficam felizes!!!!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Comentário de Armando sobre a Tribuna da Imprensa e a Gazeta de Sergipe

Notícia triste a do fechamento de um jornal, principalmente quando se trata de um pertencente a um jornalista destemido e polêmico como o Hélio Fernandes,irmão do não menos polêmico Millor.Toda vez que leio sobre a morte de um jornal, só me vem a lembrança da nossa "Gazeta de Sergipe" do guerreiro Orlando Dantas.Que o Hélio(86 anos) esse timoneiro tenha muita saúde para transpor esse momento, que muito diz da nossa DEMOCRACIA DE FRALDAS SUJAS.Um abraço,Armando - fetichedecinefilo.blogspot.com (posto também em lygiaprudente.blogspot.com)

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Cai o último bastião da imprensa alternativa no Brasil


Um editorial ocupando toda a primeira página, assinado pelo jornalista Hélio Fernandes anunciou na segunda-feira (1/12) a suspensão temporária das atividades do jornal Tribuna da Imprensa, do Rio de Janeiro. Segundo Fernandes, a Tribuna está deixando de circular devido à impossibilidade de pagar dívidas contraídas em função de perseguições sofridas durante a ditadura militar (1964-85). O jornalista também acusa o Supremo Tribunal Federal de morosidade por não julgar o pedido de indenização feito à União, justamente pelas perseguições durante o regime de exceção. Fundada em 1949 por Carlos Lacerda, a Tribuna da Imprensa teve um papel relevante durante o segundo governo de Getúlio Vargas. Ferrenho opositor do então presidente, Lacerda sugeriu, em editorial publicado uma semana após o atentado da Rua Tonelero, em 5 de agosto de 1954, que o presidente renunciasse ao cargo. No atentado, Lacerda foi ferido e o major Rubens Vaz, assassinado. Já no dia seguinte o dono da Tribuna atribuía a Vargas a culpa pelo episódio. Com o suicídio de Vargas, na madrugada de 24 de agosto, o jornal foi invadido por simpatizantes de Getúlio e empastelado.
Censura prévia
Em 1962, dificuldades financeiras levaram Carlos Lacerda a vender o jornal para Manuel Francisco Nascimento Brito, genro da Condessa Pereira Carneiro, dona do Jornal do Brasil. O jornalista Alberto Dines, que chefiava a redação do JB, acompanhou a transição de um dono para outro e, depois, durante o ano, foram realizadas tentativas para "relançar" o jornal – participaram do processo Mário Faustino, Hermano Alves e Maurício Cibulares.
Os jornalistas Carlos Castello Branco e Armando Nogueira, que estavam no Jornal do Brasil, chegaram a ser deslocados para a Tribuna, onde assumiriam duas colunas, uma sobre política, outra sobre esportes. Com o fracasso do projeto, os dois foram reintegrados ao JB, mas a idéia das colunas vingou: nasciam a Coluna do Castello e Na Grande Área. No final do ano de 1962, Nascimento Britto decidiu vender a publicação ao jornalista Hélio Fernandes, detentor do título até hoje.
Durante a ditadura militar, o jornal permaneceu 10 anos sob censura prévia e foi um dos mais prejudicados e perseguidos veículos de mídia do país. Em 1981, a sede do jornal chegou a ser vítima de um atentado a bomba, cujos autores seriam simpatizantes da linha-dura do regime.
Fonte: Observatório da Imprensa

Rede TV! pode ser obrigada a pagar R$1,5 milhão por causa de entrevista com sequestrador

O Ministério Público Federal em São Paulo move Ação Civil Pública contra a Rede TV!, mais precisamente o programa A Tarde É Sua por ter veiculado entrevista com Eloá Cristina de Oliveira e Lindemberg Alves, durante o seqüestro que durou cinco dias, em Santo André (SP), e terminou com a morte da garota. O MPF pede indenização por danos morais coletivos de R$1,5 milhão. Lindemberg manteve a ex-namorada Eloá e amiga Nayara em cárcere privado durante cinco dias. O caso teve fim com a morte da estudante. De acordo com a ação, o programa da Rede TV!, apresentado por Sônia Abrão, exibiu duas entrevistas, uma ao vivo e outra gravada, com Eloá e Lindemberg. Para o MPF, as entrevistas interferiram na atividade policial em curso e colocaram a vida da adolescente e dos envolvidos na operação em risco. E fica mais uma vez a pergunta e o debate: até onde vai o limite de atuação da mídia em casos assim? Afinal quem tem razão: justiça ou imprensa?

domingo, 30 de novembro de 2008

Falsa manchete atrai curiosos e infesta computadores

A manchete é mais do que atraente para quem acompanha noticíarios e quer viver atualizado: "Assassino de Eloá é morto na cadeia"
A mensagem com informações do episódio que envolveu o drama da adolescente de Santo André foi enviada para milhares de emails virando um chamariz para que os computadores ficassem infestados. Bastava clicar para ver a matéria completa que certamente estamparia fotos do assassino morto na cela. O que pode deixar muita gente sem desconfiar é que creditaram o envio do email à Globo News, que diga-se de passagem, não manda mensagens com notícias para ninguém. Mais uma vez a internet sai na frente usando uma falsa notícia como golpe.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

" Vixe " que palavra estranha!!!

Não é a primeira vez que se vê em "releases"a grafia da palavra acessibilidade de maneira inadequada à linguagem padrão adotada no Brasil. Assecibilidade!!!!Acecibilidade!!!!Acessibilidade é a qualidade ou caráter do que é acessível. Foneticamente não há nada errado, já que a pronúncia das duas está correta. Mas convenhamos, basta uma rápida olhada no dicionário para ver a forma correta. Mas como diz uma amiga minha: e se a pessoa escreveu errado com a certeza de que estava no caminho certo? É, nada a fazer, então! A contribuição foi enviada pelo colega jornalista Felipe Prado.

sábado, 22 de novembro de 2008

Ilegal é o peixe ou a pesca?

Notícia de apreensão de peixe publicada no portal G1:
Em MS, 100 quilos de pescado ilegal são apreendidos.

E segue: ...Mais de cem quilos de pescado foram apreendidos pela Polícia Militar Ambiental em Mato Grosso do Sul desde o início de novembro, quando começou o período de defeso. Segundo nota do governo do estado, pelo menos nove pessoas foram presas neste mesmo período....

O ato de pescar no período é que é ilegal e não o pobre do peixe!!! Bem que poderia ser: Em MS,100 quilos de peixe pescados ilegalmente são apreendidos.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Falta de que minha filha?

Lendo o bom e velho amigo dicionário, deparo-me com a palavra infra-estrutura e o seguinte significado: "sistema de serviços públicos de uma cidade". Convencionou-se usar a palavra para definir toda e qualquer irregularidade num determinada localidade. Se não tem luz, falta infra-estrutura, se não tem água, falta infra-estrutura...Ou seja, é o conjunto pela parte, além do que muita gente não sabe exatamente o que significa o termo. O caminho poderia ser o mais claro possível. Algo do tipo: ...na comunidade tal, não há estrutura para implantação do sistema de esgotos...faltam canos, sei lá, algo assim. Não há postes ou fiação...Dias desses, a repórter pergunta a uma moradora cansada de esperar a ação do poder público para resolver a falta de luz na rua dela: ..a senhora já se queixou à prefeitura sobre a falta de infra-estrutura? A resposta veio rápido: falta de que minha filha? Isso é que dá querer enfeitar!!!!!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Pessoas infelizes assistem mais TV, diz estudo

Um estudo feito por sociólogos americanos concluiu que pessoas infelizes assistem mais televisão, enquanto pessoas que se consideram felizes lêem mais e têm vida social mais ativa.O trabalho foi publicado na edição da revista científica Social Indicators Research. Os pesquisadores, da Universidade de Maryland, na cidade de Baltimore, basearam suas conclusões em pesquisas realizadas ao longo de 30 anos nos Estados Unidos. Com base nesses estudos, eles ainda concluíram que as horas que a população passa em frente à televisão podem aumentar com a crise econômica.
Da BBC Brasil

Risco de morte ou risco de vida?

Questão levantada pelo comentário enviado ao blog: risco de vida ou risco de morte? O assunto é polêmico já que a expressão mudou de uns tempos para cá. Antigamente todo mundo falava risco de vida. Agora todo mundo fala risco de morte. Na explicação pesquisada tanto faz um como o outro. O que aconteceu é o que acontece sempre nos textos jornalísticos: a tal da moda: um começa a falar e todos falam a mesma coisa. E como sempre linguistas e gramáticos se dividem nas explicações. O risco é de morrer ou é o de arriscar a vida? Faz sentido a dúvida. Eu prefiro "risco de morrer". Resolve o assunto. Até porque ninguém vai dizer que o outro corre o risco de ficar vivo!!!

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Perguntar não ofende III

A expressão é antiga e é texto em televisão, jornal impresso, rádio e internet. Para todo mundo que morre, seja de que causa for, a expressão é sempre a mesma: ..."não resistiu aos ferimentos e veio a óbito". Há ainda a variação: ..."foi a obito" Possivelmente o termo tenha saído de boletins médicos ou policiais e tomado conta dos noticiários. Profissionais que tentam se integrar à linguagem de categorias como delegados, peritos, policiais e médicos. Mas enfim, por que gente de gerações tão diferentes tende a adotar esse tipo de linguagem?

Perguntar não ofende II

Também de um telejornal: ...a previsão para hoje é de poucas nuvens no céu...
Ué, se as nuvens não ficarem no céu, em que outro lugar elas podem ficar?

Perguntar não ofende I

Trecho de um texto de reportagem de televisão: ..."os exames servem para saber se o doente tem sífilis, hepatite ou doenças sexualmente transmissíveis...".E todas elas não são transmitidas pelo sexo?

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Televisão por assinatura em Aracaju-Sergipe

Uma boa alternativa de leitura para quem quer saber mais sobre conteúdo local na programação das televisões fechadas em Aracaju é o livro organizado por Valério Cruz Britos: Economia Política da Comunicação. O capítulo sobre TV Cidade e TV Caju é de autoria do colega jornalista Luciano Correia.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Os donos da mídia

Lista dos dez políticos com maior número de veículos no Brasil.

Antônio Martins de Bulhões - PMDB 7
José Antonio Bruno - DEM 5
Roberto Coelho - PSDB 5
José Carlos de Souza - PMDB 5
Francisco Pereira Lima - PL 5
Elcione Therezinha Barbalho - PMDB 5
Wellington Salgado de Oliveira - PMDB 5
José Agripino Maia - DEM 4
Antonio Alves da Silva -PRP 4
Roseana Sarney Murad - DEM 4

Os dados são do portal http://www.donosdamidia.com.br/

O que fazer em caso de sequestro?

Relendo aqueles famosos Manuais de Telejornalismo, eis que aparece em situação de sequestro: "O desdobramento do sequestro será acompanhado, mas não exibido antes do resgate". No caso Eloá Pimentel, em São Paulo, onde foram parar os ensinamentos das nossas "bíblias"? Para quem quer ler mais sobre o assunto, a revista Imprensa deste mês traz matéria especial sobre a cobertura da mídia no caso Eloá.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Sergipe das parabólicas

Ver todo mundo já viu. Agora veio a confirmação: Sergipe tem um alto índice de antenas parabólicas. 33% dos domicílios sergipanos tem antena. Isso supera a média do Nordeste, que é de 22%. A pesquisa foi realizada pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic). O Piauí é o campeão nacional. Não é a toa que meu pai que mora em Cedro de São João acompanhou as eleições em São Paulo e Rio de Janeiro e pouco sabia do que acontecia em Aracaju, a 100 quilometros da casa dele.

Frase

Se eu tiver que submeter meus livros à censura, prefiro deixar de escrever"
Graciliano Ramos

Coisas do cargo

O procurador geral do Estado, Marcos Povoas, disse hoje em entrevista ao radialista Gilmar Carvalho que já se acostumou a ter que ficar na linha de frente. "Quando o assunto é ruim, a culpa é da procuradoria, quando o assunto é bom, a ação foi do governo".

Nada de nomes

O Conselho Nacional de Justiça aprovou resolução determinando que os juízes não citem o nome das operações da Polícia Federal em suas decisões. O receio do CNJ é que os juízes sejam levados a tomar decisões a favor da PF por causa dos nomes das operações e de seu caráter "anti-corrupção". A resolução foi proposta pelo presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes. Ele criticou o "marketing" da PF com o nome de operações dizendo que isso poderia influenciar os juízes. Faz sentido!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Felicidade Realista - Marta Medeiros

A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.
Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.
E quanto ao amor?Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar a luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário,queremos ser felizes assim e não de outro jeito.
É o que dá ver tanta televisão.Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum.Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo,gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando,juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado.E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade. Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno.
Olhe para o relógio: hora de acordar.
É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente.
A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras,demita-se.Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz.Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormentam e provocam inquietude no nosso coração.
Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Carrinho de rolimã

Dias desses, ao entrevistar um profissional de televisão acostumado a lidar com o que existe de mais moderno em tecnologia, ouvi um relato impressionante sobre sua vida. Veio de um homem que passou por situações inusitadas e ricas, conheceu personagens antológicos da política nacional e do show bussines e, provavelmente, pôde realizar grandes sonhos de criança. Mas quando perguntado sobre a melhor época da vida, ele não pensou duas vezes: a infância. E fez uma confidência comovente: o brinquedo de que mais se lembrava era um carrinho feito com lata de leite cortada ao meio.

Outro episódio que cito aqui para destacar o valor das coisas simples que passam ao largo das nossas vidas: meu marido há quatro meses dedica-se a escrever um livro sobre a história dele com o pai que morreu há dois anos. Como a segunda pessoa a ter acesso ao texto, encanto-me com os episódios em que são narrados acontecimentos da infância e tantas histórias divertidas que ele viveu com o pai.

Impressiona a riqueza de detalhes que só foram guardados na memória. Não restou nenhum artefato tecnológico, nem brinquedo de última geração. Certamente, as lembranças não são as mesmas para pais e filhos. Não se sabe ao certo o que fica de fato na cabeça dos filhos ao longo dos anos. Fossem comparados os relatos, o pai de meu marido se espantaria com passeios dos quais ele não lembrava, mas que o filho guarda como relíquia de uma época.

O esforço de pais e mães para agradar aos filhos, em todos os momentos, às vezes ultrapassa os limites da sanidade mental e da conta bancária. O que cada um se lembra do tempo de criança? Da roupa de grife que ganhou no Natal? Da bolsa da moda, com detalhe em prata? Do hotel de luxo no país vizinho. Um rápido exercício de memória nos levaria a lembrar de coisas inimagináveis em relação à infância, uma das épocas mais livres da vida do ser humano.

Longe de fazer apologia a uma vida sem nenhum tipo de diversão sofisticada, cabe pensar que tipo de vida nossos filhos estão desfrutando hoje. Que valores estamos passando para cada um deles? Numa época em que não era vergonhoso andar de ônibus ou dividir um sanduíche com o colega de sala, fui adolescente e cometi esses excessos. Tudo era motivo de muita diversão. A carona amiga da Universidade Federal de Sergipe era ponto de diversão, tudo muito leve. Essa atitude, hoje, é impensável.

Num momento em que se busca desenfreadamente uma melhor qualidade de vida, cabe pensar também se tudo isso não passa por uma melhor relação pessoal com os filhos. Não adianta fazer reciclagem de lixo, não jogar papel no chão, não usar copo descartável se as relações também não se renovam. Falta uma ONG que ensine, que incentive os pais a irem pescar com os filhos ou cometer o ato politicamente incorreto de pegar passarinho.

Gasta-se muito tempo com métodos de educação, modelos aprendidos em manuais e simpósios e esquece-se, muitas vezes, do exemplo que vem das coisas mais simples da vida. Como querer que os filhos sejam diferentes se os pais são modelos e servem de espelho para a formação do caráter? Damos a eles um computador para que se ocupem e nos deixem à vontade. É assim que nos surpreendemos ao descobrir que a filha já namora há seis meses.

Olhando atentamente a enorme coleção de brinquedos do meu filho de oito anos, é incrível perceber o que lhe atrai a atenção: brinquedos feitos por ele mesmo. São pedaços de coisas que ninguém imagina que possam virar brinquedos, como pedaços de cabos de vassoura, fita isolante e mil vasilhinhas. Montou uma nave com dois “Ts”, aquela coisinha onde se põem três tomadas de uma vez. Ele consegue criar um mundo de possibilidades.

Dias desses cedemos a uma tentação e fomos todos acampar no quintal de casa. Lá se foram colchões, lanternas e muita disposição de passar a noite num lugar inusitado. Lá pala meia noite, quando as histórias de assombração iriam começar (sempre se faz isso com crianças em acampamentos) eis que chega a chuva. Todos acabamos a noite na sala de casa, amontoados no chão. O episódio, lembrado com tanta alegria e entusiasmo, é prova do significado que teve.

Rolimã é uma palavra que só povoa a mente e o vocabulário de quem já passou dos trinta, trinta e cinco anos. E não sei se aqui no Nordeste a brincadeira fazia tanto sucesso quanto na região Sudeste, principalmente em São Paulo, terra natal onde passei parte da infância. Os carrinhos de rolimã eram feitos invariavelmente de caixas de maçã que eram deixadas à toa na feira. Poucos dominavam a arte de montar um e os que conseguiam viravam, é claro, ídolos da turma.

Sempre gostei mais das brincadeiras dos meninos por dois motivos: o palco preferido deles era a rua e as brincadeiras extremamente aventureiras. Ousei montar um carrinho e gastava as tardes a descer pelo asfalto, ladeira abaixo, com um carrinho sem freios. Velocidade e aventura numa brincadeira que muitas vezes tinha como resultados joelhos roxos e braços machucados. As broncas, com frases que mãe sabe muito bem usar, como “eu não disse que não ia dar certo”, não tiravam a emoção da brincadeira que se repetia por dias a fio.

Claro que tive bonecas e brinquedos caros, mas nada me causa mais emoção que lembrar da sensação de liberdade ao descer ladeiras num carrinho de rolimã. Se alguém perguntar a minha mãe qual o brinquedo de que mais gostei, quando era menina, ela certamente vai dizer que foi uma boneca gigante, que deve ter custado caro e falava “bom dia”. Ledo engano. Não foi.