segunda-feira, 11 de julho de 2016

Mingau de palavras

Recentemente numa novela, Débora Bloch interpretou uma jornalista 'das antigas' como se diz no meio, tentando se adaptar aos 'novos tempos' em que texto parece um produto muito estranho. "Escreva mais claro, escreva menos, use palavras mais modernas" diz a chefe mocinha de pouco mais de 20 anos, formada certamente numa época em que rede social já era considerada fonte de informação. Eu eu me identificando com a 'jornalista das antigas' me pego pensando que a gente vai ter que mastigar, fazer mingau das palavras para que o leitor engula sem sacrifícios. Tornar a leitura mais fácil não significa creditar ao outro a incapacidade da interpretação. No fim o jornalista vai ser aquela águia que chega ao topo do ninho e solta no bico do filhote uma gosma de novas tendências linguísticas. Na cena de hoje, a velha jornalista decide não abrir mão da qualidade do seu texto e pede demissão. Ah, quem já não teve essa vontade um dia...

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Um tesouro: centenas de livros acadêmicos e literários para download

O que têm em comum Claude Lévi-Strauss, Antonio Candido, George Lukács, Florestan Fernandes, Friedrich Nietzsche, Clarice Lispector e Zygmunt Bauman? Todos estão no LetrasUSP Downloads com outras centenas de livros e autores para livre download em formato PDF.

domingo, 22 de maio de 2011

Quando o errado é certo

Assistindo a um dos programas de que mais gosto no canal por assinatura GNT, o “Saia Justa”, acompanhei uma discussão sobre um dos assuntos de maior tabu entre as pessoas: o preconceito. ( Não na formação atual do programa) No mais delicioso estilo humor e inteligência que norteia o programa, as participantes foram classificando os tipos. Uma dizia ter preconceito com gente burra, outra, com gente chata. Eis que sai: ‘Tenho preconceito com sotaques’, disparou uma delas.

Diversos foram os adjetivos para definir os falares de várias partes do Brasil: engraçados, chatinhos, arrastados... e quando se referiram ao sotaque de uma parte de Minas Gerais, a justificativa foi: “é estranho lá porque parece com caipira!”. Ora! O caipira então é motivo de piada, é quase um jeca. Para uma dúzia de centenas de brasileiros, os sotaques devem se dividir entre bonitinhos e feinhos. Como se não bastassem as novelas exibirem aquele jeito de falar de nordestino que não existe em lugar nenhum da região.

Na ficção, já vimos exemplos de pernambucanas classificadas de “provincianas”, “antas nordestinas”, comprovando uma tentativa de hierarquização dos modos de falar, tudo isso resultado de uma ignorância, e pior ainda, de uma intolerância com aquilo que não corresponde ao modelo social vigente.

É o Nordeste sendo tratado como província de uma capital que é o eixo Rio - São Paulo. É bom deixar claro que não se fala aqui de gramática normativa, com as regras que poucas pessoas dominam. Não se fala de plural, nem de concordância verbal ou nominal. É o falar.

Palavras diferentes nomeiam um mesmo objeto de norte a sul. A canjica não é mais gostosa na região Sudeste porque recebe o nome de Curau. O fenômeno, todos sabem, vem da época da colonização e teima em se perpetuar através de gramáticos extremamente conservadores que condenam o jeito de falar e atribuem valores como certo e errado à língua falada. O pior é ver a mídia sustentando tais argumentos. Dias desses um apresentador sai com a tese: nós não temos língua, temos código secreto. Ora, pois, como diriam nossos irmãos portugueses, isso sim é coisa de anta!

Não há argumento nenhum que sustente a tese de sotaques melhores ou piores: apenas diferentes, como as pessoas.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Porco espinho


Durante a era glacial muitos animais morriam por causa do frio.

Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor.

Por isso decidiram se afastar uns dos outros e voltaram a morrer congelados, então precisavam fazer uma escolha: ou desapareceriam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros.

Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos. Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro. E assim sobreviveram...


O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro e consegue admirar suas qualidades.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Mudança de ares

Vocês perceberam que o blog mudou! Já algum tempo, minhas amigas, minhas escolhas e minha vontade apontavam para outros caminhos! O blog sobre Jornalismo é bom mas a impressão que eu tinha era a de que continuava na redação, não desgrudava dos serviço! Precisava falar mais sobre outras coisas! O twitter me despertou pra isso! Por favor, não desapareçam! Continuarei falando de livros, filmes e afins. Só abri novas possibilidades! Queria poder falar sobre shows, dicas de lugares legais para ir em Aracaju e tudo mais! Nessa estrada tem vaga pra muito caminhão! Vamos juntos!

sábado, 27 de novembro de 2010

É sempre bom saber mais



Obra para jornalistas, professores e todos os interessados em saber mais sobre a Língua Portuguesa. O autor, Marcos Bagno, faz um passeio pelos caminhos que cercam os estudos da nossa língua.
Preconceito Lingüístico: o que é, como se faz
São Paulo, Loyola, 1999.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Objetividade é com Lunga!



Finalmente acharam a casa do véio Lunga, pessoa fina, elegante e cortês. Um dos personagens mais famosos do imaginário popular, Lunga é igual a Papai Noel: Não existe, mas em cada canto a gente vê um!